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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Como os nazistas poderiam ter sido parados? Lançamento da brochura "E agora?" de Léon Trotsky sobre a Alemanha dos '30 e a luta dos bolcheviques-leninistas da Oposição de Esquerda contra o ascenso de Hitler





por Wladek Flakin, membro da Organização Internacionalista Revolucionária-RIO, seção simpatizante da FT-QI na Alemanha; fim de Janeiro de 2013. Tradução: Marie Castañeda.

Esse folheto foi traduzido para o alemão por J. Frankel e foi publicado pela Oposição de Esquerda da KPD. Esta versão foi baseada na transcrição de Einde O'Callaghan para marxists.org do ano de 2008. Fizemos numerosas correções e atualizamos a ortografia, além de termos ampliado as notas de rodapé.




Wie hätten die Nazis gestoppt werden können?






// Prefácio para a nova edição de “O que segue? Questões sobre o destino do proletariado alemão” de Leon Trotsky //
Há 80 anos, em janeiro de 1933, Hitler era nomeado chanceler. Nas semanas e meses seguintes as organizações formadas por milhares de operários alemães foram destruídas pelos nazistas. Essa catástrofe aconteceu sem que um só tiro disparasse. Como isso poderia acontecer, que o proletariado alemão simplesmente fosse de encontro com as facas?
As alegações da burguesia alemã, cujos livros de história apontam que toda a população se encontrava entusiasmada com Hitler, não conseguem esconder que a elite apoiava a NSDAP financeiramente, enquanto milhões de trabalhadores se encontravam dispostos a lutar contra o Ascenso dos Nazistas.
Por que não aconteceu um enfrentamento decisivo? As maiores organizações de trabalhadores na Alemanha, a SPD e a KPD, rejeitaram qualquer tipo de trabalho conjunto contra o perigo fascista. O revolucionário russo Leon Trotsky, exilado na ilha turca de Prinkipo por sua luta contra a burocracia stalinista da União Soviética, ao contrário colocava em numerosos artigos e folhetos a necessidade de uma frente única dos trabalhadores contra o Fascismo[1]. Ele se referia à política de frente única que a internacional comunista desenvolveu antes de sua burocratização stalinista, como lição dos processos revolucionários após a I Guerra Mundial, principalmente da Revolução de Outubro na Rússia. 
No contexto da crise econômica de 1929, o capital alemão não conseguia mais conviver com a existência de organizações de trabalhadores fortes, até mesmo sindicatos reformistas não podiam mais ser tolerados, dada a crise na exploração. O setor da população jogado na miséria, principalmente pequeno-burgueses, procuravam por soluções radicais. A tarefa história do fascismo consistia em fazer com que esses grupos combativos se colocassem contra as movimentações operárias. Perante esse perigo, todas as organizações operárias teriam de permanecer unidas. Desde que a SPD concordou com a I Guerra Mundial no dia 4 de agosto de 1914 por meio de sua direção, ela se tornou uma agência da burguesia. Na República de Weimar ela geria uma frande parte do estado burguês cumprindo os desejos dos capitalistas e perante a crise ela apoiou o governo de Brüning com seus decretos de emergência que atacavam o proletariado. A direção da KPD estava por sua vez completamente subordinada à burocracia da União Soviética, ela seguia as ordens de Moscou, e naquela época se dizia que a socialdemocracia em realidade ela o “socialfascismo”. A crise econômica levou a uma radicalização de amplas camadas. Principalmente a pequena burguesia foi atraída pelos nazistas, enquanto os trabalhadores, mesmo que em menor medida, iam à KPD, levando em conta sua política stalinista. Trotsky argumentava que um Partido Revolucionário dos Trabalhadores poderia ganhar até mesmo a pequena burguesia, desde que mostrassem uma saída revolucionária clara para a crise. A direção da KPD, porém, se negava a construir uma frente única proletária e tornava impossível ganhar as massas de trabalhadores para uma perspectiva revolucionária e levar outras camadas consigo.


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Trotsky sugeria aos trabalhadores comunistas em poucas frases a seguinte política para lidar com seus companheiros socialdemocratas: “A política dos nossos partidos é irreconciliável; mas se os fascistas viessem essa noite, para destruir os cômodos da sua organização, eu viria com armas em punho para ajudar. Você promete ajudar da mesma forma, caso esse perigo ameace a minha organização?” [2]
Mas a questão da frente única não era para Trotsky somente uma questão defensiva. Era uma “defesa ativa com perspectiva de transição para ofensiva”.[3] A estrutura da frente única não se limitaria ao combate aos nazistas, trataria também de todos os possível problemas da classe operária. A frente única teria de ser acompanhada de construção de órgãos para a auto-organização dos trabalhadores, que prepararia o operariado internamente para uma ofensiva, que poderia ser empregada contra a patronal da burguesia. Ou como explicitava Trotsky: Façam uma verdadeira frente única das grandes organizações proletárias “e vocês terão o soviet berlinense dos deputados operários!“[4] A frente única deve se formar portanto pena necessidade de uma defensiva antifascista, e levar essa luta defensiva então a uma ofensiva revolucionária.
A tática de frente única sugerida por Trotsky não foi livremente inventada, como já mencionado,ela foi generalizada na terceira e na quarta Internacionais Comunistas. A frente única é então não só uma política de aliança, ela contém também uma luta política dos partidos socialistas contra suas próprias alianças, tratando de ganhar as bases para sua política de revolução socialista.
Muita confusão ainda acontece nesse assunto até hoje pelo slogan usado pela KPD “Frente vermelha” ou “Frente da base”, que foi uma aliança construída com a direção da SPD como “alternativa revolucionária”. Analisando a derrota brutal das tentativas de revolução de 1919 até 1923 pela SPD e também o Maio de Sangre de Berlin em 1929, o posicionamento da direção da SPD é entendido. Revoluções, porém, não são feitas por poucos comunistas que perceberam quão reacionária é a SPD. Revolução são feitas pelas massas proletárias e dessa muitos ainda tinham confiança da direção socialdemocrata. Política revolucionária teria o papel de esclarecer como sob a direção da SPD a ameaça de sua queda era constante. Essa mudança de consciência não poderia ser alcançada com a denúncia insistente pela KPD, que carrega também responsabilidade pela grande derrota, sobre o caráter reacionário da SPD. No lugar disso, a SPD teria de ser testada em ação política.
A frente única da KPD e SPD - sob condições levadas a cabo publicamente perante as massas - teria impelido a liderança da SPD à luta mediante a depreciação de sua imagem. Nesse sentido tentou frear a mobilização em cada passo decisivo, perdendo credibilidade abertamente, assim a KPD se forjava como consequente defensora dos interesses do proletariado, para assim ganhar as massas para a revolução socialista. Ao invés de travar essa luta com a SPD, a KPD mantinha o lema da “Frente Vermelha” assumindo que as massas romperiam por si só com a socialdemocracia e se aliassem ao Partido Comunista.
No reino alemão existiam também cidades pequenas, nas quais a Oposição de Esquerda da KPD (a organização trotskista, que trabalhava como organização externa da KPD) tinha condições, devido a seu tamanho relativo, de forjar uma verdadeira frente única de todas as organizações de trabalhadores locais. Em Bruchsal (Estado federal de Baden-Württemberg), em Klingenthal (Estado Federal de Sachsen) e também em Oranienburg (Estado Federal de Berlin) a SPD, KPD, LO e trabalhadores indepentes puderam desde diversas comissões minimizar o avanço dos nazistas com sucesso.[5] O exemplo porém parou nesses poucos casos. Até depois do dia 30 de janeiro de 1933 o posicionamento dos dois partidos conformados por trabalhadores, SPD e KPD, continuou sem se mobilizar nacionalmente para combater os nazistas. Que Assim como a banda austríaca “Die Schmetterlinge” (As borboletas) uma vez cantou, essa política se manteve “até que os socialdemocratas e os comunistas finalmente se viram unidos – no campo de concentração”[6]


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Wie hätten die Nazis gestoppt werden können?

Essa derrota sem que tivesse acontecido uma luta ainda é difícil de entender. A historiografia stalinista, cuja função era legitimar a política da KPD e dos Komitern sob a direção de Stalin e resgatar seu caráter isento de erros, provocava e ainda provoca muita confusão. Assim lemos nos textos stalinistas que a KPD, mesmo com sua “Tese socialfascista”, teria lutado pela frente única. Em alguns textos dos movimentos anti-fascistas atuais também encontramos que a organização de frente única chamada pela KPD “Ação anti-fascista” de fato era a frente única do movimento operário alemão.
Dado que as movimentações anti-fascistas hoje para muitos adolescentes, que querem travar luta contra os nazistas, são o primeiro ponto de referência, precisamos traçar a imagem histórica desses movimentos (mesmo sendo claro que o movimento anti-fascista é composto de diversas correntes e posicionamentos).
A esquerda anti-fascista internacional de Göttingen escreve: “A KPD queria formar uma frente única de todos os anti-fascistas de trabalhadores da KPD, SPD, trabalhados organizados cristãos, sindicalizados e não sindicalizados, oficiais, agricultores, artesões e intelectuais.”[7] Eles não tentam explicar porque o chamado da KPD se limitava aos que aceitavam lutar sob a sua direção, e porque a direção da SPD se recusava a uma luta conjunta desde o princípio.
O ativista anti-fascista e historiador Bern Langer descreve exatamente o contrário em um panfleto para os 80 anos da fundação da Ação Antifascista. Para a “política de frente única, como decidido nos 3º e 4º Congressos dos Komitern, estaria definida a procura de alianças com as bases de outros partidos de trabalhadores, sem fazer coalizões com os mesmos. A frente única portando não significava um trabalho coletivo de organizações, senão a dominação do movimento operário pelos comunistas [8]. Assim Langer confunde a política de frente única com a “Frente única de base” ou “Frente Vermelha”, pelas quais os partidos stalinistas desenvolviam alianças de si mesmo com seus maiores simpatizantes, para desviar a pressão de construir uma verdadeira frente única. Para isso, são escondidos vários exemplos, como quando nos anos 20, a KPD construía frentes únicas sob inclusão ofensiva da SPD, até mesmo com a sua direção.
Nos dois textos históricos da cena antifascista não existem explicações para a derrota do movimento operário alemão. Essa lacuna é uma possível explicação para o profundo pessimismo histórico que o movimento antifascista carrega. A classe operária melhor organizada daquela época não pode parar o fascismo, esse pessimismo pode ter sido a semente que deu espaço para movimentos “anti-alemães” com teorias de que o fascismo poderia ter sido consequência de características específicas dos alemães.
A ausência de lições tiradas pelo movimento antifascista é clara quando analisamos sua prática política atualmente. Contra a maior demonstração nazista na Europa, que se reunia ano a ano no mês de fevereiro e em Dresden, aconteciam durante todo o ano pequenos e isolados atos antifascistas, que se colocavam contra os nazistas e a burguesia. Mesmo não tendo levado esse nome, essa adaptação se encaixaria bem na “Teoria socialfascista” dos stalinistas.
A partir de 2010 foram organizados bloqueios, impulsionados por distintas forças do movimento antifascista. Esses atraiam diversas camadas (integrantes da SPD, Partido da Esquerda e sindicatos). Essas alianças conseguiam construir verdadeiros bloqueios, a esquerda radical porém não fez uso dessa oportunidade para colocar em crise seus aliados socialdemocratas e ganhar as suas bases. (Mesmo com a socialdemocracia deixando o terreno preparado para que os nazistas crescessem, com o Hartz IV, a Guerra no Afeganistão e o “Compromisso de Asilo”). Por isso, mesmo com importantes vitórias táticas, não podemos falar de um avanço estratégico, ou crescimento das forças revolucionárias na Alemanha.
O trotskismo trata com pouca clareza essa questão. Floriam Wilde, que compõe o Partido de Esquerda, vê positivamente todos os “grupos socialistas” na República de Weimar, ou seja a SAP, a KPO e até os trotskistas, sem diferenciar as correntes com as suas diferentes políticas Ed frente única e estratégias.[9] Marcel Bois, militante do grupo „Marx21” e do Partido de Esquerda explica a política de frente única como uma política puramente defensiva, desligada de uma estratégia para a revolução socialista.[10] Com essa perspectiva os dois negligenciam a explicação dada por Trotsky nos folhetos, onde explicava que os grupos centristas, que concebiam a política de frente única como um fim em si mesmo, não davam uma resposta revolucionária à crise capitalista e consequentemente não podiam desenvolver uma política para a vitória contra Hitler. Porque só a revolução socialista (não a “resposta positive” à crise, desenvolvida por Wilde, seja lá o que ela for) pode realmente liquidar o perigo fascista. Esta indefinição história combina com o posicionamento de “União das Esquerdas” dos dois historiadores, que querem empregá-lo no modelo de Partido de Esquerda reformista, sem defender uma clara estratégia revolucionária.
Para os maoistas da MLPD a análise é muito mais devastadora. Mesmo com seu posicionamento positivo em relação à Stalin e à KPD, eles assumem que a “Tese socialfascista” funcionou como um “erro trágico”. Porém, justificam o erro com o indicativo de que “naquela época ninguém poderia imaginar a real extensão do terror fascista.”[11] Eles não tratam, nem analisam a política de Trotsky, que não só denunciou o erro no momento certo (e não décadas depois) como também desenvolvia uma alternativa. A MLPD continua presa às calúnias imprudentes desenvolvidas pela burocracia stalinista contra Trotsky, usadas para justificar seu assassinato e o assassinatos de milhares comunistas, mesmo depois da abertura dos arquivos soviéticos, que não trazem nenhum indício. A sua consigna central atual contra o perigo fascista, “Pela proibição de todas as organizações fascistas!”, não significa um avanço. Porque em vez de propagandear uma frente única de trabalhadores, eles impulsionam uma “frente única” com o Estado Burguês, chamado para defender os trabalhadores. Dessa ilusão reformista na democracia burguesa, que era presente também na SPD do começo dos anos 30, Trotsky também trata no folheto.
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As lições tiradas da derrota do proletariado são ainda mais importantes atualmente. A crise do euro, que encontra seu elo débil e se apresenta de forma mais acentuada na Grécia, conflui em uma polarização política. Os fascistas organizados na “Aurora Dourada”, que há pouco tempo ainda era composta por poucos, receberam centenas de milhares de votos. O Syriza, pequeno partido reformista de esquerda, cresceu da noite para o dia como referência política para milhões.
A direção do SYRIZA porém luta por fazer parte do Estado Burguês e acredita poder resolver a crise por dentro do sistema capitalista e por meio de negociações com a União Europeia. Assim, espalha ilusões reformistas que só podem levar a derrota e desapontamento das massas. Justamente uma esquerda que se segura firmemente no sistema capitalista, deixa que os fascistas se diferenciem como supostos "opositores do sistema”.
A tarefa necessária na Grécia não consiste portanto em uma “Unidade das Esquerdas” em um partido reformista, como reivindicam alguns grupos que se intitulam revolucionários. O trabalho da esquerda tampouco pode se resumir a confrontos com militantes fascistas, dos quais somente a juventude autonomista participa.
Não, a tarefa principal consiste na luta por uma verdadeira frente única: as massas de trabalhadores tem de se envolver por si só em uma autodefesa anti-fascista. As estruturas necessárias para isso, podem e tem de (similar à situação da qual Trotsky trata no folheto) se desenvolver a organismos de auto organização e de luta contra os cortes de austeridade da burguesia grega e europeia. Para isso se faz necessário que se construa um Partido Revolucionário consequente, constituído pelo operariado e pela juventude grega, que lute por meio da frente única por uma ampla unidade da classe trabalhadora contra o perigo fascista e contra as direções reformistas dos Partidos Amplos, para a construção de uma perspectiva revolucionária, para um estado operário como passo em direção à ditadura do proletariado.
Da derrota sem luta sofrida pelo movimento operário melhor organizado no mundo em 1933, e desde a recusa dos Comintern stalinistas de tirar qualquer tipo de lição do processo, Trotsky e seus seguidores concluíram a necessidade da luta por uma nova Quarta Internacional. A reconstrução da Quarta Internacional se mostra necessária hoje, para derrotar o fascismo e dar uma resposta à crise internacional pelos trabalhadores e pela juventude.
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O presente texto „Was nun? Schicksalsfragen des deutschen Proletariats“ é parte dos escritos de Leon Trotsky sobre a situação na Alemanha antes e depois do Ascenso fascista. Trotsky escreveu estas cartas em janeiro de 1932 na ilha turca Prinkipo, na qual ele viveu exilado por conta de sua oposição ao regime de Stalin de 1929 a 1933.
O marxista britânico Perry Anderson escrevia sobre os escritos de Trotsky que tratavam da Alemanha, dizendo que “sua qualidade como análise concreta de uma situação política na história do materialismo” era única. Trotsky conseguia desenvolver sua análise mesmo estando afastado da luta diária do operariado alemão: “Ao caráter internacionalista de suas intervenções, que deu à classe operária alemã uma arma contra a ameaça de perigo mortal, Trotsky se manteve até o fim da sua vida”[12] É ainda mais espantoso que esses escritos só tenham sido publicados em alemão em 1971, em forma de livro. [13]
Ainda hoje os escritos de Trotsky são bastante desconhecidos na Alemanha. Com a publicação de escritos escolhidos no Arquivo-Trotsky queremos dar uma contribuição para que as conclusões políticas que Trotsky desenvolveu na luta contra o fascismo e por uma revolução socialista que atingem uma escala global, sejam conhecidas por um público amplo, dado que hoje, frente à maior crise capitalista à nível mundial desde os anos 80, são mais relevantes do que nunca na história.

Notas de rodapé
[1]. Até a metade de 1932 foram vendidos por volta de 67000 exemplares do folheto. Seus artigos eram majoritariamente publicados no Jornal Revolução Permanente, que era publicado pela Oposição de Esquerda da KPD, com 5000 exemplares por semana. Fonte: Anton Grylewicz: Die Entwicklung der deutschen Opposition. In: Annegret Schüle: Trotzkismus in Deutschland bis 1933. „Für die Arbeitereinheitsfront zur Abwehr des Faschismus“. Köln 1989.
[2]. Leo Trotzki: Die Wendung der Komintern und die Lage in Deutschland.
[3]. Leo Trotzki: Die Tragödie des deutschen Proletariats. In: Ebd.: Porträt des Nationalsozialismus. Essen 1999. S. 292.
[4]. Diese Broschüre, Kapitel 13.
[5]. Vgl.: Marcel Bois: Die „(Vereinigte) Linke Opposition“ 1930 – 1933. Unveröffentlichte Magisterarbeit an der Universität Hamburg. 2003. S. 96-102.
[6]. Die Schmetterlinge: Hitler Blues.
[8]. Bernd Langer: 80 Jahre Antifaschistische Aktion. Göttingen 2012. S. 7.
[9]. Veröffentlicht in der Broschüre Block fascism! S. 16-26. Auch auf Englisch in International Socialism Nr. 137.
[10]. Marcel Bois und Florian Wilde: Durch gute Arbeit überzeugen. In: Marx21. Nr. 3. Berlin 2007.
[12]. Perry Anderson: Über den westlichen Marxismus. Frankfurt am Main 1978. S. 141-42.
[13]. Leo Trotzki: Schriften über Deutschland. Herausgegeben von Helmut Dahmer. Frankfurt am Main 1971.





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