por Wladek Flakin, membro da Organização Internacionalista Revolucionária-RIO, seção simpatizante da FT-QI na Alemanha; fim de Janeiro de 2013. Tradução: Marie Castañeda.
Esse folheto foi traduzido para o alemão por J. Frankel e foi publicado pela Oposição de Esquerda da KPD. Esta versão foi baseada na transcrição de Einde O'Callaghan para marxists.org do ano de 2008. Fizemos numerosas correções e atualizamos a ortografia, além de termos ampliado as notas de rodapé.

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Prefácio para a nova edição de “O que segue?
Questões sobre o destino do proletariado alemão” de
Leon Trotsky //
Há
80 anos, em janeiro de 1933, Hitler era nomeado chanceler. Nas
semanas e meses seguintes as organizações formadas por
milhares de operários alemães foram destruídas
pelos nazistas. Essa catástrofe aconteceu sem que um só
tiro disparasse. Como isso poderia acontecer, que o proletariado
alemão simplesmente fosse de encontro com as facas?
As
alegações da burguesia alemã, cujos livros de
história apontam que toda a população se
encontrava entusiasmada com Hitler, não conseguem esconder que
a elite apoiava a NSDAP financeiramente, enquanto milhões de
trabalhadores se encontravam dispostos a lutar contra o Ascenso dos
Nazistas.
Por
que não aconteceu um enfrentamento decisivo? As maiores
organizações de trabalhadores na Alemanha, a SPD e a
KPD, rejeitaram qualquer tipo de trabalho conjunto contra o perigo
fascista. O revolucionário russo Leon Trotsky, exilado na
ilha turca de Prinkipo por sua luta contra a burocracia stalinista da
União Soviética, ao contrário colocava em
numerosos artigos e folhetos a necessidade de uma frente única
dos trabalhadores contra o Fascismo[1].
Ele se referia à política de frente única que a
internacional comunista desenvolveu antes de sua burocratização
stalinista, como lição dos processos revolucionários
após a I Guerra Mundial, principalmente da Revolução
de Outubro na Rússia.
No
contexto da crise econômica de 1929, o capital alemão
não conseguia mais conviver com a existência de
organizações de trabalhadores fortes, até mesmo
sindicatos reformistas não podiam mais ser tolerados, dada a
crise na exploração. O setor da população
jogado na miséria, principalmente pequeno-burgueses,
procuravam por soluções radicais. A tarefa história
do fascismo consistia em fazer com que esses grupos combativos se
colocassem contra as movimentações operárias.
Perante esse perigo, todas as organizações operárias
teriam de permanecer unidas. Desde que a SPD concordou com a I Guerra
Mundial no dia 4 de agosto de 1914 por meio de sua direção,
ela se tornou uma agência da burguesia. Na República de
Weimar ela geria uma frande parte do estado burguês cumprindo
os desejos dos capitalistas e perante a crise ela apoiou o governo de
Brüning com seus decretos de emergência que atacavam o
proletariado. A direção da KPD estava por sua vez
completamente subordinada à burocracia da União
Soviética, ela seguia as ordens de Moscou, e naquela época
se dizia que a socialdemocracia em realidade ela o “socialfascismo”.
A crise econômica levou a uma radicalização de
amplas camadas. Principalmente a pequena burguesia foi atraída
pelos nazistas, enquanto os trabalhadores, mesmo que em menor medida,
iam à KPD, levando em conta sua política stalinista.
Trotsky argumentava que um Partido Revolucionário dos
Trabalhadores poderia ganhar até mesmo a pequena burguesia,
desde que mostrassem uma saída revolucionária clara
para a crise. A direção da KPD, porém, se negava
a construir uma frente única proletária e tornava
impossível ganhar as massas de trabalhadores para uma
perspectiva revolucionária e levar outras camadas consigo.
***
Trotsky
sugeria aos trabalhadores comunistas em poucas frases a seguinte
política para lidar com seus companheiros socialdemocratas: “A
política dos nossos partidos é irreconciliável; mas
se os fascistas viessem essa noite, para destruir os cômodos da
sua organização, eu viria com armas em punho para
ajudar. Você promete ajudar da mesma forma, caso esse perigo
ameace a minha organização?” [2]
Mas
a questão da frente única não era para Trotsky
somente uma questão defensiva. Era uma “defesa ativa com
perspectiva de transição para ofensiva”.[3] A
estrutura da frente única não se limitaria ao combate
aos nazistas, trataria também de todos os possível
problemas da classe operária. A frente única teria de
ser acompanhada de construção de órgãos
para a auto-organização dos trabalhadores, que
prepararia o operariado internamente para uma ofensiva, que poderia
ser empregada contra a patronal da burguesia.
Ou como explicitava Trotsky: Façam uma verdadeira frente única
das grandes organizações proletárias “e vocês
terão o soviet berlinense dos deputados operários!“[4]
A frente única deve se formar portanto pena necessidade de uma
defensiva antifascista, e levar essa luta defensiva então a
uma ofensiva revolucionária.
A
tática de frente única sugerida por Trotsky não
foi livremente inventada, como já mencionado,ela foi
generalizada na terceira e na quarta Internacionais Comunistas. A
frente única é então não só uma
política de aliança, ela contém também
uma luta política dos partidos socialistas contra suas
próprias alianças, tratando de ganhar as bases para sua
política de revolução socialista.
Muita
confusão ainda acontece nesse assunto até hoje pelo
slogan usado pela KPD “Frente vermelha” ou “Frente da base”,
que foi uma aliança construída com a direção
da SPD como “alternativa revolucionária”. Analisando a
derrota brutal das tentativas de revolução de 1919 até
1923 pela SPD e também o Maio de Sangre de Berlin em 1929, o
posicionamento da direção da SPD é entendido.
Revoluções, porém, não são feitas
por poucos comunistas que perceberam quão reacionária é
a SPD. Revolução são feitas pelas massas
proletárias e dessa muitos ainda tinham confiança da
direção socialdemocrata. Política revolucionária
teria o papel de esclarecer como sob a direção da SPD a
ameaça de sua queda era constante. Essa mudança de
consciência não poderia ser alcançada com a
denúncia insistente pela KPD, que carrega também
responsabilidade pela grande derrota, sobre o caráter
reacionário da SPD. No lugar disso, a SPD teria de ser testada
em ação política.
A
frente única da KPD e SPD - sob condições
levadas a cabo publicamente perante as massas - teria impelido a
liderança da SPD à luta mediante a depreciação
de sua imagem. Nesse sentido
tentou frear a mobilização em cada passo decisivo,
perdendo credibilidade abertamente, assim a KPD se forjava como
consequente defensora dos interesses do proletariado, para assim
ganhar as massas para a revolução socialista. Ao invés
de travar essa luta com a SPD, a KPD mantinha o lema da “Frente
Vermelha” assumindo que as massas romperiam por si só com a
socialdemocracia e se aliassem ao Partido Comunista.
No reino alemão existiam também cidades
pequenas, nas quais a Oposição de Esquerda da KPD (a
organização trotskista, que trabalhava como organização
externa da KPD) tinha condições, devido a seu tamanho
relativo, de forjar uma verdadeira frente única de todas as
organizações de trabalhadores locais. Em Bruchsal
(Estado federal de Baden-Württemberg), em Klingenthal (Estado
Federal de Sachsen) e também em Oranienburg (Estado Federal de
Berlin) a SPD, KPD, LO e trabalhadores indepentes puderam desde
diversas comissões minimizar o avanço dos nazistas com
sucesso.[5] O
exemplo porém parou nesses poucos casos. Até depois do
dia 30 de janeiro de 1933 o posicionamento dos dois partidos
conformados por trabalhadores, SPD e KPD, continuou sem se mobilizar
nacionalmente para combater os nazistas.
Que Assim como a banda austríaca “Die Schmetterlinge” (As
borboletas) uma vez cantou, essa política se manteve “até
que os socialdemocratas e os comunistas finalmente se viram unidos –
no campo de concentração”[6]
***

Essa
derrota sem que tivesse acontecido uma luta ainda é difícil
de entender. A historiografia stalinista, cuja função
era legitimar a política da KPD e dos Komitern sob a direção
de Stalin e resgatar seu caráter isento de erros, provocava e
ainda provoca muita confusão. Assim lemos nos
textos stalinistas que a KPD, mesmo com sua “Tese socialfascista”,
teria lutado pela frente única. Em alguns textos dos
movimentos anti-fascistas atuais também encontramos que a
organização de frente única chamada pela KPD
“Ação anti-fascista” de fato era a frente única
do movimento operário alemão.
Dado
que as movimentações anti-fascistas hoje para muitos
adolescentes, que querem travar luta contra os nazistas, são o
primeiro ponto de referência, precisamos traçar a imagem
histórica desses movimentos (mesmo sendo claro que o movimento
anti-fascista é composto de diversas correntes e
posicionamentos).
A
esquerda anti-fascista internacional de Göttingen escreve: “A
KPD queria formar uma frente única de todos os anti-fascistas
de trabalhadores da KPD, SPD, trabalhados organizados cristãos,
sindicalizados e não sindicalizados, oficiais, agricultores,
artesões e intelectuais.”[7] Eles
não tentam explicar porque o chamado da KPD se limitava aos
que aceitavam lutar sob a sua direção, e porque a
direção da SPD se recusava a uma luta conjunta desde o
princípio.
O
ativista anti-fascista e historiador Bern Langer descreve exatamente
o contrário em um panfleto para os 80 anos da fundação
da Ação Antifascista. Para a “política de
frente única, como decidido nos 3º e 4º Congressos
dos Komitern, estaria definida a procura de alianças com as
bases de outros partidos de trabalhadores, sem fazer coalizões
com os mesmos. A frente única portando não significava
um trabalho coletivo de organizações, senão a
dominação do movimento operário pelos comunistas
[8]. Assim
Langer confunde a política de frente única com a
“Frente única de base” ou “Frente Vermelha”, pelas
quais os partidos stalinistas desenvolviam alianças de si
mesmo com seus maiores simpatizantes, para desviar a pressão
de construir uma verdadeira frente única. Para isso, são
escondidos vários exemplos, como quando nos anos 20, a KPD
construía frentes únicas sob inclusão ofensiva
da SPD, até mesmo com a sua direção.
Nos
dois textos históricos da cena antifascista não existem
explicações para a derrota do movimento operário
alemão. Essa lacuna é uma possível explicação
para o profundo pessimismo histórico que o movimento
antifascista carrega. A classe operária melhor organizada
daquela época não pode parar o fascismo, esse
pessimismo pode ter sido a semente que deu espaço para
movimentos “anti-alemães” com teorias de que o fascismo
poderia ter sido consequência de características
específicas dos alemães.
A
ausência de lições tiradas pelo movimento
antifascista é clara quando analisamos sua prática
política atualmente. Contra a maior demonstração
nazista na Europa, que se reunia ano a ano no mês de fevereiro
e em Dresden, aconteciam durante todo o ano pequenos e isolados atos
antifascistas, que se colocavam contra os nazistas e a burguesia.
Mesmo não tendo levado esse nome, essa adaptação
se encaixaria bem na “Teoria socialfascista” dos stalinistas.
A
partir de 2010 foram organizados bloqueios, impulsionados por
distintas forças do movimento antifascista. Esses atraiam
diversas camadas (integrantes da SPD, Partido da Esquerda e
sindicatos). Essas alianças conseguiam construir verdadeiros
bloqueios, a esquerda radical porém não fez uso dessa
oportunidade para colocar em crise seus aliados socialdemocratas e
ganhar as suas bases. (Mesmo com a socialdemocracia deixando o
terreno preparado para que os nazistas crescessem, com o Hartz IV, a
Guerra no Afeganistão e o “Compromisso de Asilo”). Por
isso, mesmo com importantes vitórias táticas, não
podemos falar de um avanço estratégico, ou crescimento
das forças revolucionárias na Alemanha.
O
trotskismo trata com pouca clareza essa questão. Floriam
Wilde, que compõe o Partido de Esquerda, vê
positivamente todos os “grupos socialistas” na República
de Weimar, ou seja a SAP, a KPO e até os trotskistas, sem
diferenciar as correntes com as suas diferentes políticas Ed
frente única e estratégias.[9] Marcel
Bois, militante do grupo „Marx21” e do Partido de Esquerda
explica a política de frente única como uma política
puramente defensiva, desligada de uma estratégia para a
revolução socialista.[10] Com
essa perspectiva os dois negligenciam a explicação dada
por Trotsky nos folhetos, onde explicava que os grupos centristas,
que concebiam a política de frente única como um fim em
si mesmo, não davam uma resposta revolucionária à
crise capitalista e consequentemente não podiam desenvolver
uma política para a vitória contra Hitler. Porque só
a revolução socialista (não a “resposta
positive” à crise, desenvolvida por Wilde, seja lá o
que ela for) pode realmente liquidar o perigo fascista. Esta
indefinição história combina com o
posicionamento de “União das Esquerdas” dos dois
historiadores, que querem empregá-lo no modelo de Partido de
Esquerda reformista, sem defender uma clara estratégia
revolucionária.
Para
os maoistas da MLPD a análise é muito mais devastadora.
Mesmo com seu posicionamento positivo em relação à
Stalin e à KPD, eles assumem que a “Tese socialfascista”
funcionou como um “erro trágico”. Porém, justificam
o erro com o indicativo de que “naquela época ninguém
poderia imaginar a real extensão do terror fascista.”[11] Eles
não tratam, nem analisam a política de Trotsky, que não
só denunciou o erro no momento certo (e não décadas
depois) como também desenvolvia uma alternativa. A
MLPD continua presa às calúnias imprudentes
desenvolvidas pela burocracia stalinista contra Trotsky, usadas para
justificar seu assassinato e o assassinatos de milhares comunistas,
mesmo depois da abertura dos arquivos soviéticos, que não
trazem nenhum indício. A sua consigna central atual contra o
perigo fascista, “Pela proibição de todas as
organizações fascistas!”, não significa um
avanço. Porque em vez de propagandear uma frente única
de trabalhadores, eles impulsionam uma “frente única” com
o Estado Burguês, chamado para defender os trabalhadores. Dessa
ilusão reformista na democracia burguesa, que era presente
também na SPD do começo dos anos 30, Trotsky também
trata no folheto.
***
As
lições tiradas da derrota do proletariado são
ainda mais importantes atualmente. A crise do euro, que encontra seu
elo débil e se apresenta de forma mais acentuada na Grécia,
conflui em uma polarização política. Os
fascistas organizados na “Aurora Dourada”, que há pouco
tempo ainda era composta por poucos, receberam centenas de milhares
de votos. O Syriza, pequeno partido reformista de esquerda, cresceu
da noite para o dia como referência política para
milhões.
A
direção do SYRIZA porém luta por fazer parte do
Estado Burguês e acredita poder resolver a crise por dentro do
sistema capitalista e por meio de negociações com a
União Europeia. Assim, espalha ilusões reformistas que
só podem levar a derrota e desapontamento das massas.
Justamente uma esquerda que se segura firmemente no sistema
capitalista, deixa que os fascistas se diferenciem como supostos
"opositores do sistema”.
A
tarefa necessária na Grécia não consiste
portanto em uma “Unidade das Esquerdas” em um partido reformista,
como reivindicam alguns grupos que se intitulam revolucionários.
O trabalho da esquerda tampouco pode se resumir a confrontos com
militantes fascistas, dos quais somente a juventude autonomista
participa.
Não,
a tarefa principal consiste na luta por uma verdadeira frente única:
as massas de trabalhadores tem de se envolver por si só em uma
autodefesa anti-fascista. As estruturas necessárias para isso,
podem e tem de (similar à situação da qual
Trotsky trata no folheto) se desenvolver a organismos de auto
organização e de luta contra os cortes de austeridade
da burguesia grega e europeia. Para isso se faz necessário que
se construa um Partido Revolucionário consequente, constituído
pelo operariado e pela juventude grega, que lute por meio da frente
única por uma ampla unidade da classe trabalhadora contra o
perigo fascista e contra as direções reformistas dos
Partidos Amplos, para a construção de uma perspectiva
revolucionária, para um estado operário como passo em
direção à ditadura do proletariado.
Da
derrota sem luta sofrida pelo movimento operário melhor
organizado no mundo em 1933, e desde a recusa dos Comintern
stalinistas de tirar qualquer tipo de lição do
processo, Trotsky e seus seguidores concluíram a necessidade
da luta por uma nova Quarta Internacional. A reconstrução
da Quarta Internacional se mostra necessária hoje, para
derrotar o fascismo e dar uma resposta à crise internacional
pelos trabalhadores e pela juventude.
***
O
presente texto „Was nun? Schicksalsfragen des deutschen
Proletariats“ é parte dos escritos de Leon Trotsky sobre a
situação na Alemanha antes e depois do Ascenso
fascista. Trotsky escreveu estas cartas em janeiro de 1932 na ilha
turca Prinkipo, na qual ele viveu exilado por conta de sua oposição
ao regime de Stalin de 1929 a 1933.
O
marxista britânico Perry Anderson escrevia sobre os escritos de
Trotsky que tratavam da Alemanha, dizendo que “sua qualidade como
análise concreta de uma situação política
na história do materialismo” era única. Trotsky
conseguia desenvolver sua análise mesmo estando afastado da
luta diária do operariado alemão: “Ao caráter
internacionalista de suas intervenções, que deu à
classe operária alemã uma arma contra a ameaça
de perigo mortal, Trotsky se manteve até o fim da sua
vida”[12] É
ainda mais espantoso que esses escritos só tenham sido
publicados em alemão em 1971, em forma de livro.
[13]
Ainda
hoje os escritos de Trotsky são bastante desconhecidos na
Alemanha. Com a publicação de escritos escolhidos no
Arquivo-Trotsky queremos dar uma contribuição para que
as conclusões políticas que Trotsky desenvolveu na luta
contra o fascismo e por uma revolução socialista que
atingem uma escala global, sejam conhecidas por um público
amplo, dado que hoje, frente à maior crise capitalista à
nível mundial desde os anos 80, são mais relevantes do
que nunca na história.
Notas
de rodapé
[1].
Até a metade de 1932 foram vendidos por volta de 67000
exemplares do folheto. Seus artigos eram majoritariamente publicados
no Jornal Revolução Permanente, que era publicado pela
Oposição de Esquerda da KPD, com 5000 exemplares por
semana. Fonte: Anton Grylewicz: Die Entwicklung
der deutschen Opposition. In: Annegret Schüle: Trotzkismus in
Deutschland bis 1933. „Für die Arbeitereinheitsfront zur
Abwehr des Faschismus“. Köln 1989.
[3].
Leo Trotzki: Die Tragödie des deutschen Proletariats. In: Ebd.:
Porträt des Nationalsozialismus. Essen 1999. S. 292.
[4].
Diese Broschüre, Kapitel 13.
[5].
Vgl.: Marcel Bois: Die „(Vereinigte) Linke Opposition“ 1930 –
1933. Unveröffentlichte Magisterarbeit an der Universität
Hamburg. 2003. S. 96-102.
[6].
Die Schmetterlinge: Hitler Blues.
[8].
Bernd Langer: 80
Jahre Antifaschistische Aktion.
Göttingen 2012. S. 7.
[9].
Veröffentlicht in der Broschüre Block
fascism! S.
16-26. Auch auf Englisch in International
Socialism Nr. 137.
[10].
Marcel Bois und Florian Wilde: Durch
gute Arbeit überzeugen.
In: Marx21. Nr. 3. Berlin 2007.
[12].
Perry Anderson: Über den westlichen Marxismus. Frankfurt am Main
1978. S. 141-42.
[13].
Leo Trotzki: Schriften über Deutschland. Herausgegeben von
Helmut Dahmer. Frankfurt am Main 1971.





