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por Curió, professor da Rede Pública e militante da agrupação "Professores Pela Base"
O Levante Popular da Juventude recebeu das mãos de Dilma uma menção honrosa na 18a edição do Prêmio dos Direitos Humanos. Segundo a presidenta, o prêmio homenageia “pessoas lutadoras” que “arriscam suas vidas em defesa dos direitos humanos”.
O Levante nada mais é, após o rechaço da UNE no movimento estudantil, a tentativa do governo voltar a ter seus aliados ganhando força nas entidades estudantis, como CAs e DCEs. Novas roupagens, novas formas, para a velha política.
Os escrachos do Levante são parte disso. Afinal, para se questionar de fato as heranças do regime militar, haveria que se iniciar pelos financiadores do golpe e da tortura. Camargo Correa e Odebrecht, por exemplo. Mas como questionar os grandes monopólios, se são eles que financiam as campanhas dos candidatos de Dilma, apoiados país afora pela Consulta Popular e pelo Levante, como foi com Haddad?
Odebrecht e Camargo Correa lucram bilhões de reais com as obras do PAC. Em Jirau, 1 jovem trabalhador de 21 anos foi assassinado em 2011 pela polícia durante uma manifestação pelo atraso do transporte para o trabalho. Nesse momento, 5 operários de Belo Monte estão há mais de 30 dias presos por lutar contra a burocracia sindical e as condições humilhantes de trabalho. Essas empresas seguem lucrando como há 40 anos atrás, através do suor e sangue trabalhador, mas agora com o apoio de Dilma e a cumplicidade de seus afilhados no movimento estudantil.
O sorriso cúmplice e o silêncio sobre os operários de Belo Monte na entrega do prêmio diz tudo. Um "Levante" que só serve pra manter a juventude de joelhos...
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